NicJornalistablog
   Flamengo comemora Natal Feliz e Próspero Ano Novo

 

            Após conquistar a Copa do Brasil e reeditar seu hábito antigo de clube vitorioso e conquistador de torneios de nível nacional, o Flamengo encerra o ano com uma boa campanha no Brasileiro, desfrutando do sucesso de atletas indicados na seleção dos melhores do campeonato e já correndo atrás de reforços para o tão sonhado bicampeonato da Libertadores no ano que vêm.

            O bom elenco no futebol que o clube manteve durante alguns anos, teve retorno com um título que o levou de volta ao torneio mais importante da América, taça que não disputa desde 2002. A luta da diretoria é para conseguir peças de reposição do nível dos titulares, e também a contratação de alguns jogadores consagrados para suprir alguns setores carentes do time. Alguns jogadores já foram contratados e alguns craques estão próximos de um acerto. Eles se juntarão aos xodós da torcida que ganharam moral com a mesma nesse ano de 2006, o meia Renato, o atacante Obina, o meia Renato Augusto, o goleiro Bruno e o lateral Leo Moura. Dos jogadores citados, Renato foi eleito pela torcida brasileira como o craque do brasileirão, significando que, não somente as glórias como também a responsabilidade por um 2007 de conquistas será relegada ao capitão do time.

            O clube acaba de anunciar a contratação de cinco reforços. O lateral-direito Luizinho e o volante Jaílton, ambos do Ipatinga, o zagueiro Thiago, ex-Fluminense, o zagueiro Moisés, ex-Cruzeiro, e o atacante Leonardo, do Paraná. O técnico Ney Franco pediu para que a torcida rubronegra tenha um pouco de paciência com os novos jogadores. São todos vistos com bons olhos por Ney Franco e já aavaliados pelo técnico já há algum tempo. Na visão de Ney, esses ateltas podem surpreender a torcida do Flamengo por suas qualidades, garantindo lutar por todos os títulos que serão disputados no ano que está por vir.

            No entanto, não é só na aposta em jogadores pouco conhecidos que o clube irá investir. Há negociações em torno da possível vinda de Nilmar, craque que brilhou no Corinthians no Brasileiro de 2005. O dirigente do Flamengo, Kléber Leite, alega que a contratação de Nilmar não estourará o  orçamento destinado ao clube no ano que vêm. Segundo ele, “nada será feito de forma desordenada. Você pode desenvolver a sua ousadia sem estourar o orçamento. Com um pouquinho de sorte, a torcida do Flamengo ficará muito feliz em breve”.

            Muitas supertições começam a vir à tona em torno de uma possível conquista da Taça Libertadores em 2007. O Presidente Márcio Braga, dirigente mais vitorioso da história do clube e responsável pela gestão que levou o Flamengo à conquista da América e do mundial em 81, foi reeleito para comandar o rubronegro por mais três anos. Coincidentemente, o time que faturou o mundial comemorou nesses dias 25 anos da conquista em um jogo comemorativo. Uma prato cheio para fazer qualquer torcedor do clube sonhar por dias glóriosos como aqueles. Com planejamento, essa possibilidade pode se tornar cada vez mais real. Enquanto isso a torcida pode comemorar um Natal tranquilo e sem sustos, sem lamentações em torno do desempenho do time nas competições em 2006. Que seja o momento de reflexão para os dirigentes, reconhecendo os erros e celebrando os acertos, com o objeticvo de plantar as sementes ainda no fim deste ano e colher os louros já no início do ano de 2007.

 

 



Escrito por Escrito por : Nic Jornalista às 12h08
[] [envie esta mensagem]


 
   Hegemonia de São Paulo diminui a cada temporada

            Os clubes de futebol do estado de São Paulo vêm marcando, desde a década de 90, a hegemonia no futebol brasileiro. Dos últimos 16 títulos disputados, 9 foram conquistados pelos paulistas, ou seja, mais da metade deles. Tudo indica que o São Paulo Futebol Clube levará o caneco em 2006, no entanto há de se notar que o futebol paulista enfrenta uma misteriosa crise já há alguns anos. O número de participantes do estado no campeonato brasileiro diminui a cada temporada, e até os grandes, volta e meia, tendem a lutar para não serem rebaixados.

            Na década passada, foi presenciada uma indiscutível superioridade dos times de São Paulo, indicando a perda de poder dos clubes cariocas e do Sul. Era a época dos esquadrões são paulino do mestre Telê Santana e dos timaços palmeirense e corinthiano comandados sucessivamente pelo competentíssimo técnico Wanderley Luxemburgo. Era a época da surpresa do interior, o Bragantino, que conquistou o campeonato paulista e o vice-campeonato brasileiro diante de outro clube da cidade. Nessa magnífica fase do futebol do estado mais rico da nação, São Paulo possuía, em média, de 7 a 8 times no campeonato nacional. Em uma determinada edição do brasileiro, o estado era representado pelos 4 grandes mais Guarani, Ponte Preta, Portuguesa e União São João. Em edições anteriores contava também com o Bragantino.

            O clube de Bragança paulista foi o primeiro a dar adeus à elite do futebol nacional ao ser rebaixado para a Serie B, sendo anos depois também rebaixado para a Serie C ou a terceira divisão. Depois dele foi a vez do União São João, seguido pelos pequenos mas tradicionais, Guarani e Portuguesa, times que já foram, respectivamente, campeão e vice-campeão nas edições de 1978 e 1996. Eles, desde que foram disputar a divisão inferior, jamais esboçaram uma volta para a elite. Pelo contrário. Lutam desesperadamente para não cair para a terceira divisão.

            Em 2000 surgiu o chamado São Caetano, time do ABC paulista que por pouco não foi campeão brasileiro graças a uma final polêmica contra o Vasco. Os críticos diziam que o “azulão” seria o divisor de águas no futebol nacional, exemplo de estrutura, de orçamento modesto e de espírito de competição. Depois de anos fazendo boas campanhas, o São Caetano é um virtual rebaixado na temporada de 2006. Precisará invocar todas as virtudes atribuídas a si nos momentos de glória, caso queira continuar na elite.

            Os grandes de São Paulo tembám vem passando por situações constrangedoras nas últimas edições do campeonato brasileiro. O Palmeiras chegou a ser rebaixado, mas voltou à elite ao conquistar o título da segunda divisão, porém está fazendo uma horrorosa campanha em 2006 e corre sério risco de cair, salvo apenas pelas campanhas desastrosas de seus conterrâneos Ponte Preta e São Caetano, que parecem não abrir mão do descenso. Caso a queda desses dois se confirme, assim como se confirme a subida dos quatro clubes não- paulistas da Serie B, o estado terá em 2007 somente a presença dos grandes, Santos, São Paulo, Corinthians e Palmeiras.

            De qualquer forma, se quiserem manter seu poderio no campeonato nacional, os dirigentes paulistas precisam, e rápido, pensar nas causas desse esvaziamento e fazer de tudo para que essa não seja uma tendência cruel de sufocamento de uma importante escola que só contribuiu para o engrandecimento do Brasil como potência futebolística.    

 



Escrito por Escrito por : Nic Jornalista às 11h59
[] [envie esta mensagem]


 
   O voto "social" que pode dar vitória ao Lula

Muitos vem falando nesse tal voto social em contraposição ao voto ideológico que pode favorecer o candidato Lula. Dizem também que a mídia quer derrubar o PT, mas eu parto em defesa dela e discuto a respeito desse voto. A impressão que tenho é a de que o mensalão, o sanguessuga, o vampiro e o dossiê são temas de uma nova novela da Rede Globo. Tudo isso é obra de ficção. Acho que o voto social é uma análise correta, mas não chamaria de voto social e sim de voto de "Maquiamento Social". Muitas pessoas votam por achar que está havendo distribuição de renda, quando na verdade é a velha política do assistencialismo barato como moeda eleitoral. Será que depois de tantos escândalos não fica aquela idéia da suposta presunção da culpa, mesmo que essa não seja uma atitude correta da imprensa? Será que toda a investigação rotineira dos meios de comunicação em busca da verdade, sendo eles os únicos sobreviventes com um resquício de credibilidade num país em que até o Judiciário não funciona, será que toda investigação de rotina é considerada como golpismo das elites contra esse governo?

Será que a mídia deve perder seu caráter fiscalizador, somente para não incomodar a "entidade" intocável que é o estadista sacrossanto, Lula? Que não precisa de investigação pois a "verdade dos fatos" está na retórica fajuta dele? Nunca vi tanta demagogia e tanta gente enganada, principalmente pessoas que se julgam intelectuais. Afinal, a manipulação é uma via de mão dupla ou até de mão tripla, quádrupla. Se você não for manipulado pelos meios de comunicação, será manipulado por grupos talvez menos confiáveis, como no caso a mídia pró-Lula, a mídia marxista cega que se torna indiferente diante da corrupção e dos desmandos deste governo. Meteu a mão no dinheiro, se for "companheiro" tá tudo bem. O medo maior é de perderem suas boquinhas com a necessidades das privatizações de estatais, que seguem as tendências irreversíveis da globalização e, consequentemente, o necessário e ideal reduzimento do Estado. Preferem apoiar um candidato que é um projeto defeituoso de um político populista como Hugo Chaves, sendo nosso Presidente o governante máximo de um país muito mais rico que a Venezuela, mas de crescimento econômico muito menor que os vizinhos latinos. Preferem apoiar o populismo batido de um Presidente de idéias batidas, todos sabem o fim dessa história, mas insistem no erro. Preferem o apoio a políticos de idéias atrasadas e de vida curta no poder, como o citado Chaves e Evo Moralez, que já estão sendo desaprovados pela população de seus países. A bandeira que deve ser levantada nessa eleição é a bandeira da ética, da capacidade de indignação diante da corrupção em detrimento das migalhas sociais como o Bolsa Família. O Brasil é maior que isso. É urgente uma política de geração de empregos, uma visão global de nação em torno do emprego e da distribuição de renda, e não essa retórica mesquinha de salvem seus cargos públicos, Geraldo vai privatizar. Eu não admito que digam que sou manipulado, quando na verdade vocês também são. Todos são manipulados, depende do conteúdo que você assimila, de onde assimila e como faz seu julgamento de valores diante disso. O que não pode ser colocado diante do tapete é a verdade do fatos, minimizada sob a capa da falsa idéia de golpismo. Nunca a justiça foi tão desrespeitada como nos dias atuais, a falácia massacrou a verdade e massacrará tudo o que for em defesa do cidadão. É esperar pra ver. Em 2010, voltamos a conversar.



Escrito por Escrito por : Nic Jornalista às 18h49
[] [envie esta mensagem]


 
   Desabafo ao Geraldo Alckmin

Mandei isso pro site do Geraldo:

Geraldo,

Vivo em um país de incertezas, da falta de emprego, de educação, da falta de saúde e de outras demandas da população. A vida nesse Brasil sempre foi muito difícil, mas que tipo de aberração é esse governo que está no poder? Talvez eu esteja louco, talvez seja a minoria, mas não consigo confiar nas palavras desse Presidente, que eu, infelizmente, elegi em 2002. Ele se contradiz a todo momento, primeiro fala mal do Collor, depois diz que ele fará um bom papel no Senado, diz numa entrevista que não perguntou aos aloprados sobre o Dossiê, em outra diz que perguntou ao Berzoini e que seu subordinado não sabia. Quando ele fala a verdade? Ele é um político de ocasião? Os dias passam e nada de descobrir de onde saiu o dinheiro do dossiê fajuto contra os tucanos.

Será que o povo brasileiro não consegue perceber que o PT está empurrando com a barriga essa investigação? Quer ganhar as eleições, e o que garante que isso será investigado após a vitória de Lula nas urnas?

Geraldo, acho que tenho um problema sério. Sou ético demais. Deveria fazer como grande parte da população e não ligar pra situação do meu país, mas não consigo. Não consigo ser indiferente a essa situação vexatória que está passando o meu Brasil. As pessoas não se abatem com a tremenda e jamais vista onda de corrupção desse governo na história da República, mas tem medo de, talvez, uma privatização necessária em alguma estatal que não gere lucro e que seja cabide de emprego de "companheiros" ou que seja um instrumento de compra de apoio de políticos de outras legendas por parte do PT. Em outras palavras, o povo não teme o certo que é a corrupção, mas teme o duvidoso que é a privatização. Lula diz que é o certo, no entanto, ele nada mais é do que a certeza cruel que fará parte do Brasil por 4 anos ou mais, caso ele queira estender sua reeleição até 2014.

Eu quero um país digno para os meus filhos, que eles vençam na vida a partir da dignidade do trabalho, através de muito estudo, e que não siga esses maus exemplos que estamos presenciando no Brasil.

Geraldo Alckimin. Na vitória ou na derrota meu voto é seu. Vamos juntos até o fim, vamos acreditar até o fim numa mudança, que seja levantada a bandeira da ética, do crescimento econômico, da geração de emprego e renda. As pessoas decentes irão se unir para dar um BASTA a tudo isso. A numerologia já indica a virada. Dia 29 de outubro de 2006. 29+10+06= 45 Geraldo Presidente!

 

 



Escrito por Escrito por : Nic Jornalista às 18h39
[] [envie esta mensagem]


 
   Finalmente o Brasil é Hexa!

           Você deve estar se perguntando que Hexa é esse que está sendo comemorado, já que Parreira e cia. falharam vergonhosamente na busca pela sexta estrela. Não é dessa conquista que estão pensando. A vitória da Itália na Copa do Mundo sobre a França, algoz do Brasil, não foi um pesadelo, foi real. Os italianos agora são tetracampeões e ficarão no topo do mundo por no mínimo mais quatro anos. Estamos falando, sim, do Hexa conquistado pela brilhante e determinada seleção de Bernardinho, a que orgulha o esporte do país verde e amarelo.

            Tanto no vôlei quanto no futebol, os franceses cruzaram o caminho dos brasileiros. Nas ocasiões, batê-los não foi nada fácil, uma evidência de que o histórico país do velho continente vem cada vez mais se destacando nesse cenário. Com uma sólida defesa, tanto em um esporte como no outro, a França deu trabalho ao Brasil. No entanto, não é a qualidade do adversário o principal fator que deve ser abordado nesta crônica, nem tão pouco a inusitada coincidência dos confrontos contra a mesma nação, mas sim analisar a diferença na filosofia de trabalho que define Bernardinho como um vitorioso e Parreira como o oposto.

            Diferente do técnico da seleção de futebol, Bernardinho não é um cidadão que escreve livros exaltando suas virtudes como treinador. O técnico da seleção de vôlei treina exaustivamente seus comandados com o intuito de fazê-los buscar a perfeição ou chegar próximo a ela. Ninguém no time pode se considerar mais estrela do que os outros companheiros, pelo contrário. As palavras de ordem na seleção de vôlei são “espírito de equipe”. Uma evidência clara que diferencia decisivamente o desempenho das duas seleções.

Outro fator importante que difere as duas equipes. Bernardinho mal conquistou o hexacampeonato na Liga Mundial e já pensa em treinar seus comandados para mais uma importante competição internacional. Já na seleção de Parreira o que se viu foi uma acomodação após a conquista da chamada Copa das Confederações, quando o Brasil arrasou seus adversários e seus homens de ataque foram apelidados pela imprensa mundial como os craques do “quadrado mágico”. O resultado todos já sabem, um time irreconhecível e que se arrastava em campo, considerado pela lenda do futebol, Beckenbauer, como a pior apresentação de uma seleção brasileira vista por ele em Copas do Mundo.

As imagens de Zidane fazendo uma belíssima partida contra o Brasil, contra uma seleção apática, que dava a impressão de que sua eliminação era questão de tempo, ainda continuam vivas no imaginário coletivo dos torcedores brasileiros. Ao contrário da seleção de Parreira, que mesmo após ter levado o gol de Henry não esboçou sequer uma reação, a equipe de Bernardinho virou um dificílimo jogo diante de um adversário que havia vencido os dois primeiros sets e caminhava para a vitória definitiva no terceiro.  Num show de determinação, suor e raça, o selecionado brasileiro de vôlei vira a partida e afasta o fantasma francês que insistia em pregar mais uma peça no esporte tupiniquim. É Bernardinho dando show em Parreira.

A torcida agora é que o próximo técnico da seleção de futebol, seja ele Dunga ou qualquer outro, saiba lidar com as vaidades pessoais não só de seus comandados como também sua própria vaidade. Assim como Bernardinho e sua seleção, aqueles que estiverem prontos para encarar o desafio de ingressar na seleção de futebol precisam entender que somente terão sucesso com trabalho árduo e uma incansável e ininterrupta luta em busca de aprimoramento para alcançar a glória.

 

 



Escrito por Escrito por : Nic Jornalista às 15h00
[] [envie esta mensagem]


 
   Fla Bi da Copa do Brasil: Cura dos males ou Placebo?

 

            Em um torneio de tiro curto, o Flamengo surpreende e conquista um título de âmbito nacional. A edição da Copa do Brasil de 2006 ficará por muito tempo na memória dos cerca de 35 milhões de torcedores rubronegros espalhados do Oiapoque ao Chuí. Nada mais nada menos que uma vitória emocionante e redentora sobre o seu maior rival, o Vasco da Gama, confirmando a sina que já se desenha há anos em seus confrontos decisivos.

            Alguns dizem que é uma família, outros dizem que é uma religião. Formas apaixonadas por parte dos torcedores não faltam para descrever o Flamengo. No entanto, que se faça dessa vez um esforço mental para considerá-lo como um organismo vivo, com o intuito de fazer um detalhado diagnóstico deste imenso clube.

            Por muitos anos, a imagem do abatido Flamengo está pejorativamente associada a péssimas administrações e pela luta desesperada contra o rebaixamento. No caminho oposto da vitalidade dos tempos áureos, as escassas vitórias e títulos da nova era parecem não surtir efeito na recuperação deste grande paciente. Há muito tempo, o Clube de Regatas do Flamengo parece não somente ser carente de saúde, mas tem também prejudicada sua aparência. Sua reputação foi posta em xeque por inúmeras situações constrangedoras que o torcedor do time tem conhecimento. O reflexo desses fatores é o apequenamento de sua gloriosa imagem.

Presença certa nas convocações de muitas seleções brasileiras ao longo da história, os jogadores que atuam no clube não mais desfrutam da tal visibilidade e do glamour que o manto sagrado dispõe. Pelo contrário. Parece que, nos últimos tempos, quem joga no Flamengo precisa fazer chover para poder receber uma chance de vestir a amarelinha. O rubronegro Jonatas acaba de ser merecidamente chamado para a seleção, mas há quem diga que sua presença na lista deve-se ao fato de que São Paulo e Internacional, até então os melhores times do Brasil, não poderem ceder seus atletas devido à disputa da Taça Libertadores

O sentimento deixado na conquista da Copa do Brasil e, consequentemente, na virtual figuração do clube na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro, é de esperança e ao mesmo tempo de angústia e apreensão. Sintomas muito familiares aos pacientes dependentes de Placebo. Utilizando o significado genérico da palavra disponível na enciclopédia Wikipédia, Placebo é “um tratamento inerte, que ainda assim pode apresentar efeito terapêutico devido aos efeitos fisiológicos da crença do paciente de que está sendo tratado”. Ao transformar esta definição para a realidade do clube, percebe-se o perigo que a influência dessa conquista pode trazer. Poderia ela ocasionar a busca de uma cura consolidadora para os males do rubronegro carioca, ou ter o efeito de um paliativo, e que pode fazer permanecer a sua agonia?

A esperança da nação rubronegra é de que as vibrações positivas vindas da conquista da Copa do Brasil sejam a reabilitação do time e, ao mesmo tempo, a vacina necessária para prevenir novos males que possam mandá-lo de volta à UTI. Basta lembrar que 35 milhões de glóbulos vermelhos costumam fazer de tudo para o coração deste gigante pulsar cada vez mais, sendo, de fato um termômetro e a força motriz que faz este organismo funcionar. Só o tempo dirá se o Flamengo continuará em coma ou se receberá alta para curtir os bons momentos de sua maravilhosa vida e história.

            



Escrito por Escrito por : Nic Jornalista às 16h02
[] [envie esta mensagem]


 
   A emoção superou as barreiras da idade

      Talvez esse título seja a melhor síntese para descrever como foi a apresentação de Dio ontem, dia 14, no Claro Hall. Apesar de Dio já estar com idade próxima a casa dos 70, e com isso não atingir as notas de quando era um garoto em plena forma, a lenda do metal supera com interpretação e uma excessiva carga emotiva. Quem estava lá percebeu que Dio realmente gostava de estar ali, sendo ovacionado pelo público que quase lotou o Claro Hall, ao contrário de alguns músicos que costumam ver as turnês somente pelo lado comercial. O nanico agiu de uma tal forma como se todos aqueles fãs presentes no espetáculo fossem seus filhos, e talvez pôde imaginar como é importante para a vida daquelas pessoas, simplesmente gerações de todas as idades estavam lá para prestigiá-lo.
Desta vez, Dio fez uma variação no seu repertório como há muito tempo não se via. Percebe-se que o show nada mais é do que uma síntese de toda a sua carreira, de sua passagem pelo Rainbow, até músicas do pouco conhecido, mas empolgante álbum de sua carreira solo, Dream Evil. Formada por Rudy Sarzo no baixo, Scott Warren nos teclados, Simon Wright na bateria e Craig Goldie, e é claro, Dio, a banda relembrou os velhos tempos e criou nos fãs um sentimento de nostalgia.
     O show tem início com o clássico dos tempos do Sabbath, Children of the Sea, música cantada de cor pelo público presente no Claro Hall. Após a velha canção do Sabbath, Ronnie fez uma viagem em torno de sua carreira solo, começando com I Speed at Night, passando pela inesperada One Night In The City, Stand Up And Shout, Holy Diver e Gypsy. Após um brilhante solo de bateria de Simon Wright, Dio mandou na lata clássicos como Sunset Superman, Don´t Talk to Strangers e a mais conhecida e incansável de se ouvir, Rainbow in the Dark. Após a apresentação solo de Craig Goldie e do tecladista Scott Warren, Dio detonou um clássico do terceiro álbum de estúdio que gravou com o Black Sabbath, a estupenda “I”, do Dehumanizer.
     Após cantar a música do Sabbath, Dio emociona mais uma vez o público e interpreta de forma excepcional a linda e injustiçada faixa do álbum Dream Evil, nada mais nada menos que All the Fools Sailed Away, talvez o principal momento e ponto mais alto do show.
Com o andamento da apresentação, era hora do nanico com o gogó de ouro relembrar seus sucessos do Rainbow. Foi aí que mandou os clássicos Man On The Silver Mountain, Catch The Rainbow e Long Live Rock & Roll, deixando o público com a adrenalina no limite. Ao terminar de desferir as três pancadas, Ronnie deu a entender que encerraria o show, mas a platéia inteira em coro gritou seu nome e, ao fazer uma pausa para beber água, voltou e jogou o público no inferno com Heaven and Hell. Com uma apresentação excelente de Craig Goldie nesta música, até porque de longe notava-se que nesta noite ele era o pior dos cinco, Dio arrasou em sua performance e surpreendeu o público ao ficar sobre uma luz vermelha e adotando uma aparência muito próxima a de um capetinha. Dando continuidade ao show, Ronnie executou a poderosa We Rock, outro momento mágico da sua passagem ao Rio. Por fim, quando todos achavam que havia acabado, Dio vem com a maravilhosa e macabra Last in Line e fecha com chave de ouro sua vinda ao Rio de Janeiro.
     O show em si foi muito bom, graças ao velho e bom Dio, que apesar da idade e de não ter a mesma potência vocal, compensa com muita disposição e sentimento. No entanto, ao ouvir a performance de Craig Goldie, há de se remeter imediatamente à imagem do lendário Vivian Campbell e notar como ele faz falta nesta banda. Quem sabe esse seja o último igrediente para que Dio encerre sua brilhante carreira de uma forma mais extraordinária. No entanto, é sempre bom ver esse ícone do heavy metal pelo qual aprendemos a criar um laço afetivo. Volte sempre Dio!



Escrito por Escrito por : Nic Jornalista às 11h00
[] [envie esta mensagem]


 
   Parreira e Zagalo: Teimosias que custam Copas

Sempre quando há um insucesso da seleção brasileira em Copas do Mundo, é de costume apontar culpados para carregar o peso de uma eliminação. No entanto, poucas vezes na história deste que é considerado o maior evento do futebol mundial percebeu-se tão nitidamente o culpado por uma derrota. Trata-se do técnico Carlos Alberto Parreira, conhecido como o “gestor de talentos” do futebol brasileiro.

Um festival de teimosias e erros primários foram a tônica da atuação deste técnico na Copa realizada na Alemanha. Num torneio em que se esperava uma melhor exibição das seleções, o que se viu foram lampejos de futebol arte por parte de poucos craques e a ascensão do estilo de jogo considerado moderno, muito defensivo, de poucos espaços, aonde o preparo físico muitas vezes supera a técnica. Por ironia do destino(interprete da forma que quiser), na Copa do vigor físico viu-se um Brasil se arrastando em campo, completamente apático, sem brilho.

 Se a condição física não era das melhores, o futebol arte faria a diferença, mas os recordes a serem quebrados pelos jogadores veteranos eram a prioridade. A grande atuação do lateral reserva Cicinho diante do Japão não seria suficiente para barrar o ímpeto de Cafú em disputar a sua quarta Copa consecutiva, ser o jogador que mais vezes vestiu a camisa amarelinha em Copas, etc... O técnico, mesmo percebendo a má fase do velho lateral, insistiu na escalação do mesmo por zelar pela chamada “experiência”. O mesmo pode-se dizer de Roberto Carlos.

Apesar da gritante ineficiência dos dois atletas, a seleção ainda conseguiu passar pela inexperiente Gana. Entretanto, enfrentaram nas quartas de final uma velha conhecida do brasileiros, a França. O técnico francês, Domenech, fez o feijão com arroz que se esperava de um treinador com o mínimo de experiência e deu um nó tático no Brasil, a exemplo de 98, quando o velho lobo Zagalo comandava a seleção. Domenech colocou duas linhas de três jogadores e uma linha com quatro, dificultou a saída de bola do Brasil e congestionou o meio-campo para anular o chamado quadrado mágico, tão mágico que desapareceu sem deixar vestígios. A saída do Brasil seria explorar as jogadas de linha de fundo através dos laterais, mas existiam laterais? O resultado foi um time desanimado, completamente entregue, como uma ovelha já com a consciência de que será abatida. Uma exibição muito parecida com a da final da Copa de 98. É necessário dizer de quem Parreira é discípulo?

O festival de teimosias não pára por aí. Qualquer garoto de 15 anos pra cima sabe que um time hoje em dia precisa jogar com somente um centroavante fixo e um atacante que jogue pelas pontas. Parreira insistiu em contrariar os críticos e colocou dois atacantes pesados na grande área. Havia pouca mobilidade do time, menos dois jogadores na marcação e um festival de contra-ataques perigosos por parte dos adversários, já que estes homens de frente ficavam isolados e não conseguiam prender a redonda no ataque. A bola ia e voltava, ia e voltava, dando a idéia de que o campo era uma enorme mesa de ping pong. Infelizmente, foram tantos os erros por parte de Parreira que o próprio espaço desta crônica não permite enumerar. Talvez tenha sido melhor poupar o leitor de maior indignação.      

Ficou claro que o ciclo de Parreira e Zagalo na seleção acabou, o Brasil precisa agora de um técnico com novas idéias e, de preferência, mais flexível aos apelos dos torcedores e da imprensa. Lamentavelmente, o Brasil já é conhecido por precisar de duas Copas do Mundo. Uma para vencer e outra para depositar a arrogância. Que o próximo treinador saiba lidar com o poder que tem nas mãos, pois ele mexe com a paixão de muita gente e um pouco de humildade ao reconhecer falhas não faz mal a ninguém.      

           



Escrito por Escrito por : Nic Jornalista às 16h43
[] [envie esta mensagem]


 
   Na corrida pela cidadania e pela transformação social

Murilo Teixeira da Cunha, 46 anos e 10 de Atletismo. Conquistou inúmeros títulos, figurou em muitos pódios e é uma das referências na modalidade dos veteranos no esporte em que pratica. Com um currículo invejável, Murilo quer fazer agora de crianças e adolescentes atletas tão vencedores quanto ele. Inaugurado há pouco mais de um mês, o projeto de sua autoria, “Atletas da Vila”, vem recrutando e enchendo de esperança dezenas de jovens na Vila da Penha.

Da Cunha já vinha pensando em pôr em prática esse projeto, mas somente se decidiu quando viu um garoto correndo atrás de uma pipa na rua. O menino acabou sendo atropelado, mas continuou a sua busca. O atleta considerou aquilo como um desperdício de energia por parte do garoto, já que percebeu nele um grande talento para tornar-se um grande corredor. Decidiu então chamar o jovem para ensinar o esporte. Ao mostrar sua sala de troféus, o menino ficou maravilhado e passou a treinar com Murilo.

 



Escrito por Escrito por : Nic Jornalista às 20h20
[] [envie esta mensagem]


 
  

A idéia para o projeto já havia amadurecido, no entanto não havia um espaço para que da Cunha treinasse os jovens. Felizmente, o presidente do IPASE, Claudio Teixeira, cedeu um campo de areia que fica no condomínio. Desde então, dezenas de crianças e jovens já se inscreveram no Atletas da Vila. Murilo da Cunha mantém o funcionamento de sua escolinha com poucos recursos. Recebe ajuda da Pizza GG e de uma ONG de Santa Catarina que se interessou pelo projeto por intermédio de Luiz Otávio, um arqueólogo amigo de Murilo. O nome da ONG é PAS, Projeto de Arqueologia Sub-aquática e um de seus diretores,  Narbal Correia, promete ajuda para a escolinha. Por trabalhar com crianças de comunidades carentes, Murilo não cobra pelas aulas. Cunha ainda precisa de ajuda financeira para a compra de materiais esportivos como shorts, camisas, meias e tênis que ainda faltam para algumas crianças.

O Atletas da Vila vem revelando grandes promessas no atletismo. Douglas de Alcântara tem somente 16 anos, e tornou-se o primeiro lugar na categoria infantil do Rio de Janeiro. Começou treinando com Murilo e dois anos depois foi levado para a Mangueira, um renomado núcleo de atletismo. O menino recebe uma bolsa de estudos, ajuda de custo e alimentação. A nova aposta de Cunha é Jeanne de Melo, atleta de 14 anos que está se destacando muito na escolinha. Murilo recebe ajuda de seu auxiliar Sandro Dutra, 30 anos. Treinado por da Cunha, Sandro é o terceiro corredor do Rio, e se conseguir uma boa colocação no Circuito Nacional dos Correios irá para Brasília como primeiro corredor. Ele completa um percurso de 10 km em apenas 31 minutos. O filho de Sandro, Lucas Leris, também participa da escolinha. O menino tem somente 6 anos e já ganhou competições mirins e pré-mirins. O próprio filho de Murilo, Gustavo Lopes, de 4 anos de idade participa dos treinamentos. As aulas são realizadas às quartas-feiras, no horário de 17 e 30 até 19 horas e sábado de 16 às 18 da tarde. Todo tipo de patrocínio ou doação é bem vindo. Da Cunha deseja que o Atletas da Vila se torne uma referência na Zona Norte. Com o gradativo crescimento do projeto, Murilo pretende chamar profissionais para ajudá-lo no trabalho.

 

Douglas Alcântara(em destaque acima)



Escrito por Escrito por : Nic Jornalista às 20h20
[] [envie esta mensagem]


 
  

Jeanne Melo(destaque acima)

 

O esporte é um grande instrumento de transformação social e para a criação do ideal de cidadania por parte de crianças e jovens. Murilo sabe que, como em qualquer esporte, nem todos vingarão. Entretanto, o mesmo ensina o jovem a ter disciplina. Para o atleta, “ o esporte entra em nossas vidas como uma atividade complementar. Levanta a auto-estima da criança e a torna mais sociável, aumentando a disposição nas atividades do dia a dia e melhora o seu rendimento escolar”. Da Cunha não recebe nada ao ensiná-las, mas se sente gratificado com o sorriso de uma criança. Como bem disse Murilo, “a alegria das crianças aumenta a auto-estima da gente”. Não somente elas, mas todos os moradores da Vila da Penha e proximidades devem sorrir e aplaudir a sua iniciativa.

 

 

 Murilo Teixeira da Cunha(de boné)



Escrito por Escrito por : Nic Jornalista às 20h19
[] [envie esta mensagem]


 
   Violência em São Paulo

A violência, a meu ver, se alimenta da hipocrisia e do comodismo da sociedade. Na boa política do "não aconteceu comigo, tá tudo bem", vamos arrastando há anos uma situação em que somos covardes testemunhas oculares (ou televisivas) de várias mazelas que fazem nossa sociedade desmoronar. É a má vontade de irmos votar nas urnas por achar que "perdemos" nosso precioso tempo, quando na verdade poderíamos prenchê-lo com alguma atividade fútil e alienante, como ir na praia ou jogar nossa peladinha de fim de semana. Pior que isso. É a insistência em não discutir um novo sistema de governo e de eleições que acabem com a sujeira na vida pública e que faça da política aquilo que verdadeiramente é a sua principal finalidade, a de troca de idéias que visem a melhora gradativa da situação do país e o melhor emprego dos excessivos impostos que massacram o trabalhador em especial. Hipocrisia da sociedade quando presenciamos empresas que fingem fazer algo em termos de responsabilidade social, quando na verdade usam dessa causa tão nobre somente para buscar a sua fria isenção de impostos. Hipocrisia quando notamos a briga entre dois grandes partidos por uma disputa cega de poder em que o povo é um mero coadjuvante, em face da "prioridade" da satisfação de seus próprios egos. Assim como nós, o crime organizado percebe nitidamente o desmoronamento de nosso Estado de direito. Vítimas da exclusão social de outrora, os criminosos circulam através das brechas da Constituição, assim como os espermatozóides circulam em busca dos óvulos, sendo que a tarefa dos espermatozóides é mais ingrata, pois, ao contrário do organismo humano, o organismo do Estado não impõe barreiras na consolidação de uma resistência. O Judiciário fica engessado, não pode efetuar as prisões, tendo em vista as vantagens que os bandidos têm a seu dispor no momento da condenação, o que sobra para o lado mais fraco, ou seja, os policiais que prendem os criminosos, mas que vêem atônitos a liberdade dos mesmos e precisam se acostumar com uma provável represália à sua vida e a de seus familiares. Deixemos o patriotismo na Copa de lado e busquemos o amor verdadeiro pela nossa pátria. Vamos agir antes que seja tarde demais.



Escrito por Escrito por : Nic Jornalista às 13h33
[] [envie esta mensagem]


 
   Fio de esperança no futebol carioca

 

Os torcedores de futebol do estado do Rio de Janeiro estão eufóricos, com exceção dos botafoguenses. Flamengo, Fluminense e Vasco estão em alta. O futebol carioca já tem uma vaga na final da competição, já que Flu e Vasco farão uma das semifinais. O Flamengo pegará o Ipatinga, clube revelação do futebol mineiro e chamado de "Cruzeiro B", por servir de laboratório para jogadores que possivelmente serão aproveitados pelo clube azul celeste de minas. A mesma boa fase acontece no Campeonato Brasileiro, estando os três cariocas nas primeiras posições. Estaria o futebol carioca ressuscitando?

Muitos críticos atribuem o sucesso dos times do Rio na Copa do Brasil ao fato de que as melhores equipes do país estão disputando a taça Libertadores da América. No entanto, Goiás, Corinthians e o Palmeiras já deixaram a competição e enfrentam uma péssima fase. O São Paulo, que parece ter o melhor elenco do Brasil na atualidade, dará prioridade à Libertadores se continuar avançando na competição. Já em relação ao Santos, com a entrada de Wanderlei Luxemburgo, há uma leve impressão de que o time ainda está se ajeitando para a disputa da competição, porém é o maior adversário e principal oponente das pretensões de sucesso do futebol carioca. Ainda há de ser citado o Internacional, que, a exemplo do São Paulo, está priorizando a Libertadores.

Apesar das evidências que expliquem algumas vantagens para a evolução do futebol do Rio nos últimos tempos, há de se levar em consideração alguns fatos importantes. Enquanto o Botafogo alimentava a ilusão de ter um grande time, ao abater o Madureira na final do campeonato estadual de 2006, Flamengo, Fluminense e Vasco reconheciam os seus erros e buscavam formas de reforçar seus respectivos elencos. Com pouco dinheiro nos cofres, a alternativa seria garimpar valores em clubes de pequeno investimento ou recorrer às suas categorias de base em busca de bons atletas. O Flu manteve a boa base do ano passado e promoveu a subida de alguns jovens. O resultado foi a revelação de talentos promissores como o atacante Lenny e o lateral Marcelo. O clube está há 14 jogos invicto na temporada e já está se igualando ao time que foi campeão brasileiro de 85.

O Flamengo tomou quase que a mesmas medidas do tricolor carioca. Também manteve a base do clube no ano passado, contratou, enfim, um atacante de renome, Luizão, e além de promover a subida de jogadores para o profissional, teve a idéia de garimpar jogadores em clubes pequenos, como o badalado Ipatinga da Copa do Brasil. Já o Vasco aproveitou o sucesso de alguns pequenos clubes cariocas no estadual e resolveu "pinçar" os melhores de cada. O resultado foi a surpreendente chegada na semifinal da Copa do Brasil.

Esta fase dos clubes cariocas talvez dure pouco. Talvez o mineiro Ipatinga seja o grande bicho papão da Copa do Brasil e quem sabe os clubes paulistas não voltem a liderar o brasileiro. No entanto, nota-se o esboço de uma reação por parte dos dirigentes cariocas no intuito de promover a volta da hegemonia do futebol brasileiro à Cidade Maravilhosa. Não há outra forma a não ser esperar o desenrolar dos acontecimentos. Mas a verdade é que um fio de esperança foi deixado e que possa se concretizar no resultado em que todos os torcedores se recordam vagamente de forma nostálgica. Levante-se futebol carioca e mostre a sua conhecida força!



Escrito por Escrito por : Nic Jornalista às 12h08
[] [envie esta mensagem]


 
   Homenagem ao velho palhaço

O grande Carequinha cumpriu seu papel. Após quase um século de vida dedicada à alegria das crianças, o velho e carismático palhaço se despede do palco e se dirige definitivamente para o lugar que sempre mereceu estar. No fundo de nossos corações. Sinônimo de bondade, trabalho, dignidade, bom humor e sabedoria, o nosso mensageiro da alegria nos deixa para exercer o seu tão merecido descanso. Sua vida e sua obra serão lembradas para sempre em um momento de felicidade que costumamos celebrar. O nosso sempre festejado parabéns pela chegada de mais um ano de vida através de sua eterna canção, que muitas vezes substituiu a versão oficial e igualmente brilhante de Berta Celeste. Que o dia 18 de julho, data de nascimento de nosso amado Carequinha, seja lembrado como aquele em que possamos esquecer as diferenças, sorrir e perdoar nosso próximo, espalhar vibrações positivas e refletir sobre nosso papel como seres humanos para com a nossa família, nossa sociedade e nosso mundo. O sorriso eterno que prevalece sobre a dor e as tristezas do dia a dia como a sua marca registrada e sua principal missão de vida. Carequinha, que Deus lhe dê muita paz e que os anjos o digam amém. Parabéns pra você, parabéns pra você,  pelo seu aniversário, pois você renascerá eternamente em nossa lembrança.



Escrito por Escrito por : Nic Jornalista às 20h30
[] [envie esta mensagem]


 
   Futebol de Madureira pode fazer bairro cair no samba

 

Numa decisão em plena quarta-feira e com dois clubes pequenos do Rio de Janeiro, com estádio vazio e com atenções mais voltadas para a subida do primeiro astronauta brasileiro ao espaço, o público carioca pôde assistir a um jogo de grande emoção e bom nível técnico. O título acabou indo para o Madureira, clube suburbano de pouca expressão no cenário futebolístico de nosso estado, mas com algumas “caras” conhecidas do torcedor. O clube tornou-se pela primeira vez em sua história campeão da Taça Rio.

Conhecido mais pelo samba do que pelo futebol,  Madureira nunca teve uma boa representatividade no futebol. Apesar de ter reconhecidamente um brilhante trabalho nas categorias de base, o clube suburbano se honra apenas de um vice-campeonato estadual em 1949 e a segunda colocação na extinta “Taça Cidade Maravilhosa”, realizada em 1996 e considerada como um campeonato carioca. Curiosamente, a última boa campanha do clube suburbano, só não foi melhor em virtude de um adversário alvinegro tradicional no futebol carioca, e que estará novamente do outro lado do campo para atrapalhar os seus planos. Trata-se do Botafogo.

Sabendo do potencial do clube do subúrbio, que possui jogadores experientes como Djair e Odvan, o zagueiro do Botafogo, Scheidt, afirmou que o time do Madureira “merece todo o respeito” porque vem de duas partidas difíceis e joga bem compactado. Para o zagueiro, apesar do Botafogo ser um clube de tradição, deve reconhecer a capacidade do tricolor.

Scheidt apresentou um discurso de humildade, no entanto, o que foi notado a partir da Taça Rio e em boa parte do campeonato, é o fato de que os clubes pequenos terem sido os grandes protagonistas desse carioca, e, por incrível que pareça, o azarão parece ser o próprio Botafogo.

Não será uma surpresa se o Madureira se sagrar o campeão carioca de 2006, já que, sem sombra de dúvidas, fez uma campanha superior ao clube grande da zona sul no segundo turno, o que indica que pode ser um time de chegada, tendo se “arrumado” ao longo da competição. Ainda há quem perceba esta estranha situação que se encontra o futebol do estado e se aproveite da mesma com muito bom humor. O presidente do tricolor suburbano, Elias Duba, declarou que o Madureira irá “enfrentar apenas mais um time pequeno, e, entre os pequenos, a gente se garante”. Para Duba “a festa da Taça Rio foi somente um aperitivo, o churrasco vem depois”.

Seja qual for o resultado, é evidente que o futebol carioca vem passando por novas tendências, não somente pela falência dos chamados clubes grandes, como também pelo belíssimo trabalho estrutural que vem fazendo os chamados de pequeno investimento. Entretanto, uma coisa é certa. Se por ventura o título tiver o inédito destino de Madureira, o berço do samba e bairro da velha e lendária Portela terá um carnaval fora de época.

 



Escrito por Escrito por : Nic Jornalista às 21h44
[] [envie esta mensagem]


 
  [ ver mensagens anteriores ]  
 
 
Meu perfil
BRASIL, Homem, de 26 a 35 anos, Portuguese, English, Esportes, Cinema e vídeo

HISTÓRICO
 01/12/2006 a 31/12/2006
 01/11/2006 a 30/11/2006
 01/10/2006 a 31/10/2006
 01/08/2006 a 31/08/2006
 01/07/2006 a 31/07/2006
 01/06/2006 a 30/06/2006
 01/05/2006 a 31/05/2006
 01/04/2006 a 30/04/2006
 01/03/2006 a 31/03/2006
 01/02/2006 a 28/02/2006
 01/12/2005 a 31/12/2005
 01/11/2005 a 30/11/2005
 01/10/2005 a 31/10/2005
 01/09/2005 a 30/09/2005
 01/08/2005 a 31/08/2005
 01/07/2005 a 31/07/2005
 01/06/2005 a 30/06/2005
 01/05/2005 a 31/05/2005
 01/04/2005 a 30/04/2005
 01/03/2005 a 31/03/2005
 01/02/2005 a 28/02/2005
 01/01/2005 a 31/01/2005
 01/12/2004 a 31/12/2004
 01/11/2004 a 30/11/2004
 01/10/2004 a 31/10/2004



OUTROS SITES
 DioFotolog
 BlogGiselle
 BlogPrimaPatrícia
 Blog Jornalista Isabelle Silveira
 FlogMilena
 Tribo de Levi
 FlogLeoFidalgo
 SiteDaniel
 SiteFlamengo
 SiteBotafogo
 SiteFluminense
 SiteVasco
 Oraco's blog
 Portal Faz e Acontece
 BlogFernando
 DudaWindsor


VOTAÇÃO
 Dê uma nota para meu blog!